quarta-feira, 23 de abril de 2014
Si Es Por Amor - Capítulo 8
~~ Ludmila ~~
Diego se sentou ao meu lado, no chão, enquanto eu secava as lagrimas do meu rosto, apesar de que logo, logo, eu voltaria a chorar.
– Agora não tem mais como esconder, né loira?
– É. - respirei fundo - Você tinha razão quando disse que eu... amava o Maxi. Não posso mais negar.
– Esse beijo foi a gota d'água pra você né?
– Foi tão estranha a sensação. Doeu tanto. Eu sabia que se eu visse o Maxi com outra menina ia doer, mas não tanto assim. Eu sempre soube que ele não me corresponde, mas ver ele beijando a Violetta é horrível pra mim!
– Ajuda se eu disser que até eu fiquei surpreso?
– Não muito.
– Olha, eu realmente não acredito que a Vilu sinta algo por ele, isso tá muito estranho.
– Mas ela o beijou! B-E-I-J-O-U! Que motivos ela teria? - quase chorei denovo
– Não sei, mas amor não é! Eu até perguntaria para Lara, mas elas são amigas fiéis, então nem rola, ela nunca vai dizer.
– Aceite, sua tentativa de nos juntar acabou aqui.
– Não acabou não! Olha, eu to gostando de começar a ser seu amigo, e não to gostando nem um pouco de te ver chorar! Se não fizer pelo Maxi, faço por você. Alias, to precisando achar alguma coisa pra fazer aqui no Studio nos tempos livres.
– Você não é tão durão quanto parece.
– O assunto não sou eu!
– Okay, okay!
– Mas sério, vou descobrir oque tá rolando. Esse beijo tá estranho. E se alguém tem que ficar com o Maxi é você! Mesmo que eu não descubra, pode contar com meu ombro pra chorar. Estarei aqui sempre que precisar.
– Posso contar com seus braços pra me abraçar?
– Com certeza! - ele me abraçou
Foi um abraço tão aconchegante. Me senti como se enquanto estivesse em seus braços nada poderia me fazer mal. Um abraço apertado e sincero. Eu não queria sair dali nunca mais.
– Seu abraço é bom. - eu disse, e ele me deu um beijo na testa.
Ficamos abraçados por mais alguns segundos, e ele interrompeu:
– Somos oficialmente amigos? - riu de canto de boca
– Sim. - respondi ainda triste - mas não conte para ninguém que eu gosto dele, tá?
– Pode deixar!
Nos levantamos, ele foi para o quarto dele, e eu para o meu. Faltavam 10 minutos para nossa aula da tarde começar, descansei um pouco, e preferi ficar no quarto sozinha até que fosse exatamente a hora da aula. Não estava me importando em chegar atrasada.
~~ Diego ~~
Já era noite, resolvi ir para fora, ficar um pouco sozinho, pensar. Não tirava da cabeça aquele beijo. Não faz nenhum sentido! Então vi Lara e Violetta passando, tava louco pra ir falar com a Lara, ela tava tão gata com aquele vestidinho curto... mas tive uma idéia melhor: me esconder e ouvir oque elas estavam falando. Talvez eu descubra algo sobre o beijo. Não tinham muitos lugares para me esconder, então fiquei um pouco distante, conseguindo ouvir apenas elas dizendo:
– Não consigo parar de rir de você, Vilu.
– Ah, ainda por causa do Maxi?
– Eu ganhei, você perdeu. Simples assim!
– Injustiça! Você fica com um garoto super gato da outra turma, mais velho, e eu com um pobre rejeitado! Mereço? Não, não mereço!
– Aposta é aposta! Agora chore!
– O pior é que fiquei com pena... ele pareceu realmente gostar do beijo... quando poderemos contar a ele que isso foi apenas uma aposta? Não quero magoa-lo!
– Não parei pra pensar nisso... será que ele acha que você tá afim dele?
– Provável!
– Eu já contei pro Federico que agente apostou quem ficava com ele primeiro, e quem perdesse tinha que beijar o Maxi!
– Sério?! Ai que ridícula! E oque ele disse?
– Que ele é tão irresistivel que as mulheres fazem fila pra estar com ele! - as duas começaram a rir, e eu saí de fininho.
Não acredito que elas fizeram isso! Esse beijo mexeu com o coração do Maxi! E esse Federico se achando! Fala sério, já peguei muito mais garotas que ele! A Lara tá com mal gosto hein! Mas sério, não acredito que elas foram tão cruéis assim. Isso é brincar com o sentimento dos outros! A Ludmila precisa saber disso!
Não decidi se contava a ela hoje ou deixava para amanhã, já eram dez horas, e o diretor proibiu que meninos fossem para a ala das meninas a partir das sete da noite. Mas não quiz saber, fui lá, e enquanto subia a escada vi que Fran e Naty estavam na sala de estar, ou seja, provável que Ludmila esteja sozinha no quarto.
~~ Ludmila ~~
Não conseguia parar de pensar naquele beijo. Como doía ter aquela imagem na minha cabeça. Deveria ser eu, não ela. Passei o dia quase todo enfiada no quarto, e as vezes voltava a chorar. Como machuca um amor correspondido. E de repente ouço o som da maçaneta:
– Oie!
– Diego!!! Que susto, viado! - gritei assustada
– Calma loira, meu Deus, te assustar é tão fácil! - ele sorriu
– Oque você tá fazendo aqui a essa hora?!
– Vim te contar uma coisa e... nossa, como você fica linda de pijama!
– Diego!
– Tá, parei.
– Fala logo!
– Você ainda tá chorando? Caramba, eu realmente não entendo de amor! Como você consegue ficar o dia todo deprimida assim?
– Fala logo oque você quer, criatura!
– Okay! Bem... descobri que o beijo não passou de uma aposta estupida!
– What?!
– Isso mesmo! Eu ouvi a Lara e a Vilu conversando agora pouco! Elas apostaram quem ficava com o Federico primeiro, e quem perdesse, tinha que beijar o Maxi! A Lara conseguiu "conquistar" o Federico, então, a perdedora foi a Violetta!
– Mas que ridículo! Elas não tem coração? Isso é como apostar o sentimento de um garoto! - fiquei aliviada e ao mesmo tempo irritada.
– Também achei. Até eu que, sem querer me gabar, fiquei com muuuitas garotas, nunca disse pra nenhuma delas que queria um relacionamento sério e depois larguei. Todas elas sabiam, que eu só queria me divertir. Apostar beijar uma pessoa, é um absurdo! Elas estão iludindo o Maxi com um falso amor!
– Eu realmente nem sei oque dizer.
– Tá aliviada né?
– Sim mas... com raiva delas por terem feito isso.
– Eu adoro elas, mas dessa vez passaram dos limites. - alguns segundos de silencio no quarto e ele se levantou:
– Então nosso plano ainda está de pé?
– Que plano? - fiquei confusa
– Juntar você e o Maxi, para que os dois parem de sofrer tanto por esse tal de amor.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Si Es Por Amor - Capítulo 7
~~ Ludmila ~~
Na boa, esse Diego não regula muito bem! Até que seria bom se ele conseguisse me juntar com o Maxi, mas isso é impossível. Acho legal ele querer ajudar o amigo, mas sei lá, oque ele poderia fazer? Comprar as flexas do cupido? Porque ninguém consegue fazer uma pessoa se apaixonar assim do nada! Aliás, não entendo como ele tem tanta certeza que eu gosto do Maxi. Nunca contei isso nem para minhas melhores amigas! Impossível justamente o Diego, que nem sabe oque é amor, perceber que eu amo o Maxi apenas pelo olhar!
Acho melhor nem falar dessa conversa com o Diego para as meninas, só vai aumentar a implicância delas em dizer uma coisa que eu luto pra esconder! Se elas perguntarem, o Diego nem olhou na minha cara!
~~ Francesca ~~
– Naaaaaty, meu Deus, eu preciso saber se o Marco tem uma quedinha por mim!
– Calma Fran! Você tá me deixando louca!
– Quem tá louca sou eu! Pra saber se tenho chances com ele!
– Ah, vai me dizer que se apaixonou por ele assim de repente?
– Claro que não! Mas poxa, seria tão fofo ter alguém que goste de mim. Sempre que gosto de algum garoto ele não me corresponde. Não conheço o Marco, a principio não quero nada com ele, mas me faz bem saber que sou desejada.
– Entendo. - seu olhar mudou por completo
– E você? Eu nunca soube se você já se apaixonou!
– É porque nunca me apaixonei!
– Ah claro, acredito. - ironizei
– Amor é para os fracos! - ela riu
– Um dia você vai se apaixonar!
– Pode esperar sentada!
– Ah, então vai virar freira? - brinquei
– Não preciso de homem pra ser feliz! - ela tomou um gole de refrigerante - tô cansada de ver gente sofrendo por amor! Ou você sofre de amor não correspondido, ou você namora e sofre com o término do namoro, ou você sofre porque te traíram! Não tem jeito de escapar do sofrimento, ele te persegue!
Realmente, por um lado ela estava certa. As chances de você sofrer por amor são muito grandes, e tem milhares de jeitos para o sofrimento acontecer. Não soube oque responder. E ela me olhava com uma cara de "Viu como eu tinha razão?". Mas o amor também tá cheio de lados bons que ela ainda não viu. A hora certa vai chegar.
– Oi meninas! - Ludmi abriu a porta do quarto
– Hey! - Naty e eu respondemos
Conversamos a noite toda, e eu sempre voltava a falar do Marco. Queria tanto saber a verdade! A Ludmi sempre acabava falando algo do Maxi, e agente acabava sempre implicando com ela! Eu super apoio eles como um casal, só falta eles admitirem que se amam! Algumas horas depois de tanta conversa, decidimos ir dormir.
~~ Ludmila ~~
E mais uma vez era terça-feira de manhã e Francesca me acordou aos berros me chacoalhando. Era assim quase todo dia. Fomos para a aula da Angie, e ela não havia chegado ainda.
– E aêêêê! - León chegou me abraçando pelas costas
– Fala aê coisa! - Maxi bagunçou meu cabelo
– Isso é jeito de falar com o amor da sua vida, Maxi? - Diego brincou
– Ai que engraçado, não consigo parar de rir. - Maxi ironizou
– Ludy, o Maxi te ama! Ele não para de falar de você!
– Só se for pra falar mal né! - Maxi me deu um leve empurrão
– Eu sei, eu sei, sou adorável! - brinquei
– Bom dia, alunos! - Angie chegou na sala interrompendo essa conversa tão interessante que estávamos tendo... pra não dizer o contrário.
O resto da manhã não aconteceu nada de diferente. Bateu o sinal de meio dia, intervalo para o almoço. Eu, Naty e Fran, fomos as ultimas a sair do refeitório, e resolvemos ir para sala de estar ver se tinha alguém lá. Acabando de passar pelo corredor que terminava ao lado da escada que ligava a ala dos quartos a sala de estar, pude ver o Maxi conversando com a Violetta. Parei alí mesmo, enquanto Fran e Naty curiosas chegaram mais perto para tentar ouvir, mas a Vilu falava sussurrando.
Diego estava alí olhando, abraçado com Lara, os dois olhavam fixamente Maxi e Violetta conversando. Lara sorrindo e Diego com cara de confuso. Não tinha muita gente lá, além de nós, só estavam André, León, Brako, Broduey, e mais 2 alunas que eu não conhecia. Violetta foi chegando cada vez mais perto, e mais perto, e mais perto. Eu comecei a ficar nervosa, ela não pode fazer oque eu estou pensando que vai!
Ela o beijou! ELA BEIJOU O MAXI!!! COMO ASSIM ELA BEIJOU O GAROTO QUE EU AMO?! Quem ela pensa que é pra sair agarrando os outros no meio da sala de estar?! Tomara que o diretor veja! E todos começaram a gritar, bater palmas, parecia um casamento. Eu fiquei paralisada, não conseguia parar de olhar aquele beijo. Deveria ser eu alí, sentindo o gosto dos lábios do Maxi. Não a Violetta! Ela não o ama como eu!
Senti que uma lagrima iria escorrer de meus olhos. E se uma lagrima caísse, eu iria chorar um oceano inteiro sem conseguir parar. Eles pararam de se beijar, e eu sai correndo. Não podia ficar alí nem mais um segundo.
~~ Diego ~~
Não acredito que a Violetta beijou o Maxi! Não pode ser! Não aquela Violetta que eu conheço, que pega 50 por noite e só se o garoto for "pegador" também! Ela nunca demonstrou nem sentimento de amizade pelo Maxi, como de repente ela o beija assim? E beijão de cinema!
Me deu um aperto enorme no coração quando vi a reação da Ludmila. Ela ficou lá parada, olhando fixamente aquele beijo, com cara de decepção, não parecendo acreditar que aquilo estava acontecendo. Ela saiu correndo, e meu coração continuou apertado com o rostinho triste dela. A Violetta pediu desculpas ao Maxi, puxou a Lara que estava do meu lado, e as duas saíram correndo. O Maxi ficou todo bobo, todo encantado com o beijo. Francesca e Nathalia perceberam que Ludmila não estava mais alí, e foram procura-la. E alguns minutos depois de ficar sozinho na sala de estar, fui procurar a Ludy também.
Depois de procura-la por vários lugares do Studio, fui até a biblioteca, e encontrei Ludmila cheia de lagrimas no rosto, conversando com Fran e Naty num cantinho escondido.
– Com licença, posso falar com a Ludy um instante? - perguntei
– Diego? - Francesca pareceu confusa, olhou para Ludmila e Naty como quem diz "Porque o Diego quer falar com ela?"
– Tá tudo bem meninas, me deixem um pouco sozinha com o Diego. - Ludmila respondeu
– Fica bem tá? - Naty lhe deu um beijo na testa, e as duas foram embora, me deixando sozinho com a Ludy na biblioteca.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Si Es Por Amor - Capítulo 6
~~ Ludmila ~~
Diego nem olhou na minha cara na sexta de manhã. Duas horas meus pais já tinham vindo me buscar, então eu passei o final de semana todo querendo saber porque diabos ele quer saber se eu gosto do Maxi.
Segunda-feira chegou, e tínhamos que estar no On Beat Studio as 8 da manhã. Neste dia da semana, a aula começava oito e meia, porque tínhamos até esse horário para deixar as coisas no quarto, arrumar tudo, e coisa e tal. Saí do quarto, desci as escadas que davam para a sala de estar, e Maxi desceu atraz de mim. Achei que ele fosse falar mal de mim ou algo do tipo, mas ele foi super gente boa, e foi conversando comigo sobre bandas de rock até chegarmos na sala de aula. Todos já estavam na sala quando entramos, senti que todos os olhares se voltaram para nós. Então Gregório chegou, deu bom dia, e começou sua aula de dança passando uma nova coreografia. Ele havia adorado a coreografia do León e do André, da nossa aula na quarta-feira passada, então quiz que a turma toda aprendesse.
Hora do almoço, já era meio dia. Peguei a comida e fui me sentar com León, André, Brako, Fran e Naty.
– Fran, posso falar uma coisa? - León falou baixinho
– Pode ué. - Fran respondeu desconfiada
– O Marco tá olhando pra você o almoço todo!
– Que? - ela olhou para a mesa ao lado da nossa um pouco mais na frente. E realmente, ele estava olhando, mas ele virou o rosto quando ela olhou.
– Que isso hein Fran, já tem um admirador! - eu disse
– Lamento informar que não é a primeira vez que percebo ele te olhando fixamente. - León continuou
– Meu Deus, será que ele, sei lá, tá interessado em mim?
– Bem provável! - eu e León respondemos juntos
– Mas ele quase nunca fala comigo!
– Talvez seja exatamente esse o motivo! Ele tem uma quedinha por você, por isso não consegue falar contigo! - respondi
– Sempre disseram que o Marco é tímido. - Naty falou olhando para ele
O assunto do dia foi esse. Será que Marco tem uma paixonite por Francesca? Ele é muito bonitinho, eu gostaria muito de ver minha amiga feliz, namorando. Já que eu nem tenho chances de ter um relacionamento. Natália é outra sem dono, banca a durona mas é toda sensível por dentro.
~~ Diego ~~
– Eai loira, de boa? - vi Ludmila sentada novamente naquele balanço de madeira. Parecia encantada com o por do sol.
– Ah, oi Diego. - ela respondeu com um sorrisinho de canto de boca
– Lembra da nossa conversa da semana passada? - perguntei me sentando ao seu lado
– Sim, e gostaria de entende-la!
– Bem, o Maxi é meu melhor amigo, completamente rejeitado pelas meninas, e como todas desconfiam, ele gosta da Violetta, sendo que eu conheço bem a Violetta e ela nunca vai querer nada com ele. Não gosto de ver meu amigo sofrendo por amor, aliás, não acho que isso seja amor, e sim atração! Você talvez seja a única garota que goste dele, e também não merece sofrer por ele. Aliás, posso estar ficando maluco, mas sinto que o Maxi gosta mais de você doque pensam.
– Calma aê! Primeiro que eu não sou apaixonada por ele. Segundo, que história é essa dele gostar de mim mais doque pensam?!
– Okay, vou fingir que acredito! Respondendo a segunda pergunta: acho que na verdade quando o Maxi te trata mal é como uma maneira de se defender doque ele sente, não que ele seja apaixonado por você mas, talvez ele tenha medo que isso aconteça. Você é super carinhosa e atenciosa com ele, de uma maneira que ninguém o trata. Talvez por você ser o oposto da Violetta, ele não quer se apaixonar por você, e gostaria que a Vilu o tratasse do mesmo jeito que você!
– Nossa...eu... - ela olhou para a grama e não soube oque dizer
– Bom, isso é só a minha opinião, não posso dar certeza.
– Não sei se devo acreditar em você.
– Primeiramente, admita que gosta dele, mais doque como amigo.
– Olha Diego, isso não importa agora, quero saber só uma coisa: porque está falando isso pra mim?
– Quero ajudar o Maxi e poder ajudar você também!
– E de onde veio essa vontade repentina de querer me ajudar?
– Pense em tudo oque eu falei, e terá a resposta!
– Ele é seu melhor amigo e não quer vê-lo sofrer por alguém que nunca vai querer nada com ele, e você acha que eu to afim dele, e então quer nos juntar. É isso? - ela fez cara de confusa
– Exatamente! Viu como você é inteligente? Que orgulho dessa loira! - brinquei, e ela riu baixinho
– Desculpa Diego, mas se o Maxi quer sofrer por ela, deixe ele sofrer. Não há nada que a gente possa fazer por ele. O próprio Maxi tem que perceber que ela não é a garota certa.
– E a garota certa seria você?
– Quem sabe... isso só o destino nos dirá. - ela se levantou do balanço, olhou o por do sol uma ultima vez, acenou com as mãos e foi andando até a entrada.
Essa ultima resposta dela me surpreendeu, achei que ela fosse socar a minha cara! A Ludy é legal, não custa nada tentar dar uma forcinha pra ela. Maxi que me perdoe, mas a Ludy é boa de mais pra ele... ele é um babaca! Claro, a Violeta é muito gata, normal se sentir atraído, eu já fiquei com ela e vale a pena! Mas a Ludmila é a melhor amiga que alguém pode ter! E até que é bonita, tenho que admitir.
Opa, mensagem da Lara, minha gata está me esperando na sala de estar.
domingo, 20 de abril de 2014
Hello December: 5º Cap - Hello Heartache
Eu fiquei muito, muito, muuuuuito sem graça! Eu tava louca pra sair pulando e gritando de alegria, mas não na frente dele. Fui ao banheiro. E comecei a pular lá dentro sem conseguir parar de sorrir. Mas minha felicidade durou pouco... logo lembrei que depois do ano novo eu voltaria para o Brasil. Tínhamos que conversar. Eu tinha que saber se aquilo era uma coisa passageira ou se era amor verdadeiro. E se for amor? Como isso vai acabar? Eu e Luca morando em países diferentes sentindo saudades?
Saí do banheiro, e avistei uma garota de cabelos negros encaracolados na altura dos ombros. Muito bonita e bem vestida. Com batom vermelho e cílios enormes. Ela sorriu e andou até Luca. Já me subiu a vontade de meter a mão na cara dela! Parei de andar, e fiquei ali escutando oque eles iriam falar. Sem que nenhum deles me visse.
- Luca? - a garota chamou
- Ah, oi Nathalia, você ainda está aqui? - Luca respondeu
- Claro, te falei que só volto ao Brasil na ultima semana de Janeiro!
- Ah, sim, é...
- Senti saudades, você sumiu!
E a coisa que eu menos esperava aconteceu. Aquela vadia brasileira de roupa de grife beijou o Luca! Que história é essa dela tá beijando o meu namorado? Quer dizer... ele não é meu namorado... mas era quase! Ele acabou de me beijar e tá beijando outra, como assim? Desgraçado, não fico aqui nem mais um segundo! Luca parou o beijo. Ele me viu.
- Camila, espera! Me deixe explicar! Por favor! - ele correu atrás de mim
- Quem é ela? - a tal Nathalia perguntou ao Luca que a ignorou por completo
- Não tem que me explicar nada. - eu sai correndo e ele continuou atrás de mim
- Camila, não é oque parece, por favor me escuta!
- Me deixa em paz! Por favor! Se você gosta pelo menos um pouquinho de mim, me deixe sozinha!
- Cami, eu...
Ele parou e eu continuei andando, fui para casa e me tranquei no quarto o dia todo. Ele não me procurou. Será que ele tá com a tal Nathalia? Oque será que ele tinha para me dizer? Eu estava muito nervosa então qualquer palavra que ele me falasse seria como um nada. Talvez amanhã eu dê essa oportunidade a ele. Mas ela o beijou! Qualquer desculpa será inútil! Ele é um galinha que sai pegando geral. Simples assim. Como diria a música que eu e Luca cantamos a alguns dias atrás no quarto da Fran: "Eu tento acreditar em você. Não hoje." Era como se essa música servisse de um plano de fundo musical o dia todo. Me fazendo chorar e pensar.
No dia seguinte, logo depois do almoço voltei ao meu quarto e me deparo com uma caixa vermelha em cima da minha cama. Assim que eu ia abrir. Fran entrou no meu quarto.
- Abre logo!
- Oi pra você também Fran.
- Anda, abre, quero ver oque é!
- É do Luca... - quiz sorrir mas só pensava no possível fato dele ter passado a noite com a tal Nathalia.
- Se você não abrir, eu abro!
- Tá, calma! - abri a caixa, e tinha um lindo vestido vermelho com um cartão.
- Uau, que lindo! Parece caro! Lê o cartãozinho!
- "Me dê a chance de mostrar que te amo, a chance de te explicar que aquilo foi um engano. Que a única pessoa no meu coração é você."
- Gente, oooooown quanta fofura! - Fran ficou toda alegrinha
- Cami! - Maxi chamou na porta
- Maxi, oque tá fazendo aqui?
- O Luca ficou com medo de falar com você e piorar as coisas... eu vim te explicar porque a Nathalia beijou o Luca.
- Ah, então ele não é homem o suficiente pra vir falar comigo?
- Posso falar?
- Vai, quero ver qual é a desculpa.
- Antes de você chegar em NY, eu e o Luca vimos a Naty e...
- São tão íntimos que a chamam de Naty, que ótimo.
- Proceguindo. - Fran quis saber oque ele ia falar
- Eu fiquei interessado nela... sem o Luca saber. Mas a Naty me ignorou por completo, ela só quis saber do Luca. Eles começaram a sair por algumas semanas, mas nada sério. Eu e a Naty viramos amigos, e ela continuou "ficando" com meu irmão. Eles se afastaram por alguns dias e você chegou. O Luca nem lembrava mais que ela existia. Foi uma chance que eu tive de me aproximar dela. Fui almoçar fora com ela, mas eu tive que chamar o Luca para ir junto. Foi no dia que você veio aqui depois do almoço e nós não estávamos em casa.
- O dia em que cantamos Tomorrow. - meu olhar entristeceu
- Quando chegamos e ele viu a Naty lá sentada, ele ficou surpreso. Eu não tinha contado que ela também estaria no almoço. Eu contei a ele que estava interessado nela. E ele compreendeu. Fingiu estar passando mal, falou com ela de um jeito amigável e foi almoçar sozinho em outro lugar, sem ela saber. Depois daquele dia, eles nunca mais se viram. Nem eu vi a Naty. Eles nunca foram namorados, mas também o Luca nunca deu um fim ao que eles tinham. Por isso ela o beijou ontem. Ela não sabia de você. Acredite em mim, o Luca só quer você! Ele te ama!
Eu não sabia oque pensar e não sabia oque falar. Queria muito que aquilo tudo fosse verdade. Que aquilo fosse um engano e ele realmente me amasse. Mas e se não for? Eu vou voltar de braços abertos para o Luca enquanto ele beija metade das bocas de NY? Nem pensar.
- Maxi? Oque veio fazer aqui? - Luca entrou no quarto
- Vim fazer oque você devia ter feito!
- Mas ela não queria me escutar!
- Mas escutou a mim!
- Hey, eu to aqui! - gritei
- Maxi, vamos deixa-lo sozinhos. - Fran puxou o irmão para fora do quarto
- O Maxi te contou tudo?
- Sim... mas não sei se devo acreditar.
- Porque seria mentira? Você acha que eu seria tão burro assim de beijar alguém com você alí? Foi culpa da Naty, ela achou que eu ainda queria algo com ela! Você viu que eu parei o beijo! Por favor, acredite!
- E se eu não acreditar, que diferença vai fazer?
- Não vou poder mais estar tão perto da pessoa que realmente me importa... - ele pegou minha mão - E não ser mais a razão do seu sorriso... - ele aproximou o rosto dele ao meu - E sem o seu sorriso, eu também não consigo sorrir.
Eu tentei não sorrir. Mas era impossível. Aquele tom de voz suave, o rosto dele colado no meu, aquelas palavras tão bonitas... eu estava mais derretida que sorvete fora do congelador.
- E oque isso tudo quer dizer?
- Que eu amo você. E sinto que você me ama também. E eu preciso desse sorriso que só você tem.
- O sorriso da Nathalia é mais bonito que o meu.
- Impossível! - ele deu uma risadinha e me beijou. E foi tão bom quanto o primeiro.
- E você já falou com ela? - separei o beijo e me sentei na cama
- Agora mesmo, antes de vir falar com você.
- Cadê o Maxi?
- Pra que?
- Já esqueceu que ele tava interessado nela?
- Aaaah...
- Anda, vamos procura-lo!
Maxi e Fran estavam no sofá comendo uns bolinhos feitos pela minha vó. E quando olhei para a janela, vi a Nathalia sentada na calçada com uma aparência triste. Me senti mal por tirar o Luca dela. Mas era uma oportunidade que o Maxi tinha de conquista-la.
- Não tem que me explicar nada. - eu sai correndo e ele continuou atrás de mim
- Camila, não é oque parece, por favor me escuta!
- Me deixa em paz! Por favor! Se você gosta pelo menos um pouquinho de mim, me deixe sozinha!
- Cami, eu...
Ele parou e eu continuei andando, fui para casa e me tranquei no quarto o dia todo. Ele não me procurou. Será que ele tá com a tal Nathalia? Oque será que ele tinha para me dizer? Eu estava muito nervosa então qualquer palavra que ele me falasse seria como um nada. Talvez amanhã eu dê essa oportunidade a ele. Mas ela o beijou! Qualquer desculpa será inútil! Ele é um galinha que sai pegando geral. Simples assim. Como diria a música que eu e Luca cantamos a alguns dias atrás no quarto da Fran: "Eu tento acreditar em você. Não hoje." Era como se essa música servisse de um plano de fundo musical o dia todo. Me fazendo chorar e pensar.
No dia seguinte, logo depois do almoço voltei ao meu quarto e me deparo com uma caixa vermelha em cima da minha cama. Assim que eu ia abrir. Fran entrou no meu quarto.
- Abre logo!
- Oi pra você também Fran.
- Anda, abre, quero ver oque é!
- É do Luca... - quiz sorrir mas só pensava no possível fato dele ter passado a noite com a tal Nathalia.
- Se você não abrir, eu abro!
- Tá, calma! - abri a caixa, e tinha um lindo vestido vermelho com um cartão.
- Uau, que lindo! Parece caro! Lê o cartãozinho!
- "Me dê a chance de mostrar que te amo, a chance de te explicar que aquilo foi um engano. Que a única pessoa no meu coração é você."
- Gente, oooooown quanta fofura! - Fran ficou toda alegrinha
- Cami! - Maxi chamou na porta
- Maxi, oque tá fazendo aqui?
- O Luca ficou com medo de falar com você e piorar as coisas... eu vim te explicar porque a Nathalia beijou o Luca.
- Ah, então ele não é homem o suficiente pra vir falar comigo?
- Posso falar?
- Vai, quero ver qual é a desculpa.
- Antes de você chegar em NY, eu e o Luca vimos a Naty e...
- São tão íntimos que a chamam de Naty, que ótimo.
- Proceguindo. - Fran quis saber oque ele ia falar
- Eu fiquei interessado nela... sem o Luca saber. Mas a Naty me ignorou por completo, ela só quis saber do Luca. Eles começaram a sair por algumas semanas, mas nada sério. Eu e a Naty viramos amigos, e ela continuou "ficando" com meu irmão. Eles se afastaram por alguns dias e você chegou. O Luca nem lembrava mais que ela existia. Foi uma chance que eu tive de me aproximar dela. Fui almoçar fora com ela, mas eu tive que chamar o Luca para ir junto. Foi no dia que você veio aqui depois do almoço e nós não estávamos em casa.
- O dia em que cantamos Tomorrow. - meu olhar entristeceu
- Quando chegamos e ele viu a Naty lá sentada, ele ficou surpreso. Eu não tinha contado que ela também estaria no almoço. Eu contei a ele que estava interessado nela. E ele compreendeu. Fingiu estar passando mal, falou com ela de um jeito amigável e foi almoçar sozinho em outro lugar, sem ela saber. Depois daquele dia, eles nunca mais se viram. Nem eu vi a Naty. Eles nunca foram namorados, mas também o Luca nunca deu um fim ao que eles tinham. Por isso ela o beijou ontem. Ela não sabia de você. Acredite em mim, o Luca só quer você! Ele te ama!
Eu não sabia oque pensar e não sabia oque falar. Queria muito que aquilo tudo fosse verdade. Que aquilo fosse um engano e ele realmente me amasse. Mas e se não for? Eu vou voltar de braços abertos para o Luca enquanto ele beija metade das bocas de NY? Nem pensar.
- Maxi? Oque veio fazer aqui? - Luca entrou no quarto
- Vim fazer oque você devia ter feito!
- Mas ela não queria me escutar!
- Mas escutou a mim!
- Hey, eu to aqui! - gritei
- Maxi, vamos deixa-lo sozinhos. - Fran puxou o irmão para fora do quarto
- O Maxi te contou tudo?
- Sim... mas não sei se devo acreditar.
- Porque seria mentira? Você acha que eu seria tão burro assim de beijar alguém com você alí? Foi culpa da Naty, ela achou que eu ainda queria algo com ela! Você viu que eu parei o beijo! Por favor, acredite!
- E se eu não acreditar, que diferença vai fazer?
- Não vou poder mais estar tão perto da pessoa que realmente me importa... - ele pegou minha mão - E não ser mais a razão do seu sorriso... - ele aproximou o rosto dele ao meu - E sem o seu sorriso, eu também não consigo sorrir.
Eu tentei não sorrir. Mas era impossível. Aquele tom de voz suave, o rosto dele colado no meu, aquelas palavras tão bonitas... eu estava mais derretida que sorvete fora do congelador.
- E oque isso tudo quer dizer?
- Que eu amo você. E sinto que você me ama também. E eu preciso desse sorriso que só você tem.
- O sorriso da Nathalia é mais bonito que o meu.
- Impossível! - ele deu uma risadinha e me beijou. E foi tão bom quanto o primeiro.
- E você já falou com ela? - separei o beijo e me sentei na cama
- Agora mesmo, antes de vir falar com você.
- Cadê o Maxi?
- Pra que?
- Já esqueceu que ele tava interessado nela?
- Aaaah...
- Anda, vamos procura-lo!
Maxi e Fran estavam no sofá comendo uns bolinhos feitos pela minha vó. E quando olhei para a janela, vi a Nathalia sentada na calçada com uma aparência triste. Me senti mal por tirar o Luca dela. Mas era uma oportunidade que o Maxi tinha de conquista-la.
Si Es Por Amor - Capítulo 5
~~ Ludmila ~~
Já era quinta feira e hora do almoço. Almoçamos logo e partimos para os doces.
– Não creio que já é quinta feira, só falta 1 dia para irmos para casa! A semana passou muito rapido, podia jurar que ainda era terça-feira! - falei com Naty
– Eu também! To ficando perdidinha no calendário! - Naty respondeu
– Saudades da comida da minha mãe. A comida daqui do Studio é boa, tipo esse pudim que to comendo agora, melhor sobremesa do mundo! Mas nada se compara com a comida da dona Jade.
– Verdade, a comida da sua mãe é um espetáculo!
– Tenho que concordar! - Fran se juntou a mesa com um prato de gelatina
Logo depois que acabamos as sobremesas, Fran e Naty foram para o quarto, e eu fui para a sala de estar. Chegando lá, a Camila me chamou gritando, pedindo para sentar ao seu lado. O Diego estava lá, e minha curiosiade para saber o resto da conversa de ontem a noite só aumentava. Sentei ao lado da Cami, entre ela e o Brako, fingindo não ver o Diego conversando com o Maxi.
– Percebeu né? Estou cercada de meninos sendo a unica menina! Sou irresistivel! - Cami disse brincando
– Isso, vai se achando, você tá aqui porque quer, se quiser sair é melhor! - Brako respondeu rindo
– Fica quieto que você é oque mais me ama aqui!
– Verdade, amo mesmo, edaí?
– O Luca vai ficar com ciúmes! - falei
– Engraçadinha você! - Cami me olhou séria
– Cara, para de negar que vocês se gostam, isso tá na cara!
– Concordo, seus olhos brilham vendo ele cantar!
– Isso fale mais alto! Os dois, calem a boca! Se somos ou não mais doque amigos, não precisa o Studio todo ficar sabendo! O Luca é muito fofo comigo, e eu realmente gosto dele, mas prefiro que ele dê o primeiro passo e...
– Oi né Ludmila, não fala mais com as pessoas, coisa feia, não foi assim que eu te eduquei! - Maxi interrompeu a conversa rindo
– Oi né Maxi, pensei que pra você, não faria diferença se eu falasse com você! - respondi
– O Maxi te ama, loira! - Diego se meteu na conversa
– Ah claro, tá certinho você. - Maxi ironizou, rindo sem jeito
– Vocês poderiam dar licença? To tentando ter uma conversa civilizada com a Ludy! - Cami levantou expulsando Maxi e Diego da mesinha em frente ao sofá.
Fiquei um bom tempo conversando com a Cami sobre o Luca. Pena que quinta feira é dia de ter aula a tarde. Eram duas da tarde e o professor nos aguardava na sala.
Bateu o sinal das quatro horas, ou seja, acabaram as aulas por hoje. Fui para o quarto com Fran e Naty, tomamos banho, descançamos um pouco, e fomos para a entrada encontrar León e André. De lá, dava pra ver o balanço de madeira onde eu e Diego estavamos ontem a noite... minha curiosidade voltou! Ficamos sentados na grama conversando por um bom tempo, então Maxi e Diego chegaram, e se sentaram também. Pude ouvir Maxi conversando com os meninos, algo sobre a Violetta. E percebi um olhar irritado.
– A Violetta denovo, Maxi?!
– Oh garota, não se mete!
– Calma, só queria saber oque houve, pois me preocupo com você! Grosseria mandou lembranças, hein!
– Desculpa. Só tô irritado com umas coisas aqui. Mas realmente prefiro que você não saiba.
– Ah, então não sou confiavel o bastante pra saber oque está deixando meu amigo triste?!
– Caramba, você pediu pra nascer chata e entrou na fila 10 vezes! Agradeço sua preocupação, mas não to afim de contar e ponto!
– Cara, se abraçem logo e sejam felizes! - Diego nos interrompeu rindo e me empurrando em cima do Maxi... até eu tive vontade de rir
– Diegooo! - Lara chegou junto com Violetta - te procurei por todo Studio!
– E eu estava aqui o tempo todo.
– Senta aqui com agente, meninas! Naty ofereceu
– Obrigada! - Vilu e Lara agradeceram e se sentaram ao lado de Diego
A atenção do Maxi e do Diego se voltaram totalmente para Lara e Vilu. Fingi não ligar, abraçei o León, e fiquei conversando com ele, André, Fran, e Naty.
Chegando no quarto, deitei na cama, e fiquei olhando para o teto. Pensando em quem? No Maxi, óbvio! As vezes ele é tão legal comigo, tão bom amigo, conversa comigo por horas... mas as vezes é tão grosseiro e idiota! Não entendo essa criatura!
– Ludy, oque foi que aconteceu? Tá com uma carinha pensativa. - Naty perguntou
– Verdade, e olha que seu forte não é pensar! - Fran brincou
– To pensando no quanto o Maxi é ridículo! Mas isso não importa, tenho que falar do Diego!
– Diego? What the fuck? Vocês se conhecem? - Fran brincou
– Se eu falo com ele 1 vez a cada 2 semanas, é muito! Mas essa semana já nos falamos umas... 4 vezes.
– Sério? E sobre oque? - Fran ficou curiosa
– O Diego tá meio estranho esses dias, ontem ele falou com a Ludmi comigo do lado. Eu até agora não sei oque ele queria. - Naty respondeu
– Nem eu sei! Nós nunca conseguimos chegar ao ponto da conversa! - respondi colocando água no copo
– Mas oque ele fez pra puxar assunto? - Fran quiz saber
– Resumindo: Na terça ele chegou elogiando nossa apresentação na aula da Angie, ontem no intervalo pro almoço ele falou comigo e com a Naty, nada importante, e ainda ontem, já escurecendo, ele quase me matou de susto, depois que me alcalmei, ele me perguntou se eu era afim do Maxi! E fomos interrompidos por uma mensagem da Valeria, ele me trouxe para dentro, e ficamos em total silencio. Hoje ele só falou comigo pra implicar com o Maxi.
– Olha a pergunta que a criatura fez! Não creio! - Naty ficou surpresa
– Também fiquei curiosa pra saber porque ele quiz saber isso... mas que você e o Maxi se amam, todo mundo já sabe! - Fran riu jogando um travesseiro em mim
Todas rimos, a acabamos fazendo uma guerra de travesseiros. Ainda não tinhamos sono, então ficamos conversando por um tempo, já que não tinha televisão nos quartos. Após 1 hora de conversa fiada, Francesca resolveu ler um livro, eu dividi uma barra de chocolate com a Natália, e depois fomos dormir.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Hello December: 4º Cap - Hello, think I'm falling for you!
Dois dias se passaram. Domingo, segunda, finalmente chegou terça-feira. O dia em que eu iria com Luca, Fran e Maxi a um karaokê. Um amigo deles os convidou e me convidou para assistir. Eu não cantaria na frente daquela gente toda de jeito nenhum. Fran me ajudou a escolher a roupa. Não quiz me arrumar muito. Coloquei um shortinho jeans preto com uma meia-calça branca, e um casaco de moletom rosa nem muito curto nem muito comprido, que vinha escrito I Love Chocolate, no lugar do "love" um coração, e um All Star preto de cano médio. A Fran queria que eu me enfeitasse toda, mas eu tava ótima daquele jeito.
As 20:00 horas saímos de casa, fomos de carona com Brako, o amigo do Luca que nos convidou ao karaokê. Luca foi na frente, eu, Fran e Maxi fomos atras. Brako tentou falar português comigo, pois o Luca as vezes dava umas aulinhas para ele. Era tão fofo aquele sotaque do Brako, e até que ele falou direitinho.
Chegando ao local, esperamos um pouco e Brako foi o primeiro de nós a cantar. Depois Maxi, e depois Francesca. Todos cantaram incrivelmente bem. Quem diria que na família Reys todos tem esse dom. Tirando o Brako que canta muito bem mas não é da família.
Luca subiu ao pequeno palco e pegou o microfone:
- Queria convidar uma pessoa para cantar comigo. - todos olharam para ele - Camila Torres!
Todos começaram a tagarelar sei lá oque. Luca olhava fixamente para mim, oque fez com que todos me olhassem também, e eu ficava cada vez mais sem graça.
- Luca... não, por favor. Você sabe que eu...
- Ah, vai Cami! Sua voz é tão linda! Você e o Luca ficam tão bonitinhos cantando! - Fran insistiu
- Ah, então eles já cantaram juntos outras vezes? - Brako falou meio enrolado
- Cami, por favor! - Luca falou ao microfone
Eu estava morrendo de vergonha, eu tinha ido lá só para assistir! Arrrg, que vontade de dar uma chinelada na cara do Luca! Ele sabe que eu não consigo cantar em público! Só o fato de ter varios olhos virados para mim me deixou nervosa! Todos começara a gritar a bater palmas "Canta, canta, canta". Luca veio até mim. Ele estendeu a mão e disse:
- Juntos nós podemos.
Peguei sua mão, e demos 5 passos até o palco.
- Conhece Hero, da banda Skillet? - Luca perguntou
- Sim, é essa que vamos... tentar cantar?
- Sim! Pra te facilitar, eu canto a parte do John Cooper e você a da Jen Ledger. Okay?
- Tá, okay.
O problema é... nessa música, a Jen Ledger não faz backing vocals comuns. A voz dela se destaca bastante e até canta algumas partes sozinha. O Luca faria a voz principal... facilitou, mas não muito. Pelo menos não era uma música romântica.
O som da guitarra começou a rolar e eu ficava cada vez mais nervosa. Pedi a Luca que me deixasse cantar olhando para ele, pois olhar para a platéia só pioraria as coisas. Luca começou a cantar:
"I'm just a step away
I'm a just a breath away
Losin my faith today"
Eu completei com "Fallin off the edge today" e logo ele cantou "I am just a man, not superhuman" então eu cantei "I'm not superhuman" e ele continuou "Someone save me from the hate".
A cada verso eu ficava mais nervosa, mas ao mesmo tempo me senti mais confiante. A cada "Heroooo" que eu gritava subia uma sensação estranha mas muito boa que me fazia ter vontade de não sair mais do palco. Eu eu Luca cantávamos olhando um para o outro sentindo a mesma emoção. Até que eu criei coragem, senti que era hora de virar para a platéia. A hora em que cantamos juntos:
"Who's gonna fight for what's right
Who's gonna help us survive
We're in the fight of our lives
And we're not ready to die"
O resto da música cantamos de mãos dadas, oque me fez me sentir mais segura. Olhar para aquelas pessoas gostando da música me fez querer cantar mais e nunca mais parar. Terminamos a música novamente um de frente para o outro com "A hero's gonna save me just in time". Todos aplaudiram, alguns até de pé. Me emocionei ao ver aquilo e dei um abraço apertado no Luca, que pareceu tão feliz quanto eu.
- Vocês estavam per-fei-toooooos!!!!! - Francesca se animou
- Arrasaram! - Brako tentou falar português
- Me senti humilhado! - Maxi completou
- Obrigada gente, eu nem sei como eu consegui! - respondi
- Eu te falei! Juntos nós podemos! - Luca sorriu de canto de boca
Ficamos lá por mais algumas horas e voltamos para casa também de carona com o Brako, que agora mais do que nunca quer falar português perfeitamente. Fran e Maxi foram direto para sua casa, e Luca foi até a porta da casa de meus avós comigo.
- Está entregue. - ele riu
- Obrigada por... me dar essa oportunidade. De mostrar as pessoas que esse é meu talento e meu sonho. Eu nunca me senti tão livre! Cantar com você foi a melhor parte das minhas férias. - falei meio sem jeito
- Eu queria que essas férias nunca acabassem. - ele segurou minhas mãos
- Eu também. - eu sorri e ele me deu um beijo no rosto
Ele foi embora e eu entrei. Minha mãe estava na cozinha tomando um copo de suco de melancia.
- Oi filha! Como foi o karaokê?
- Oi mãe, foi ótimo! Eu consegui cantar!
- Sério? - ela deu um gritinho estérico
- Mãe, meus avós estão dormindo!
- Desculpa, mas eu fiquei emocionada que minha filhinha sabe cantar!
- Eu cantei com o Luca! Só consegui por causa dele. Eu quase dei uma chinelada nele, quase que eu tenho um ataque cardíaco quando ele me chamou e todos olharam para mim.
- Ah, ele canta?
- Sim, muito bem! Fran e Maxi também! Até o amigo deles, o Brako. Tão fofo tentando falar português. - eu ri
Acabou que mudamos de assunto, conversamos por mais alguns minutos e subimos. Passei no quarto deles pra dar boa noite ao meu pai e avisar que já tinha chegado. Logo fui para o meu quarto, coloquei um pijama, e me deitei. De repente, se formou na minha cabeça a imagem de estar cantando com Luca no karaokê. Automaticamente eu abri um sorriso. Eu comecei a lembrar de quando cantamos juntos ao piano, lembrei de tudo oque aconteceu comigo enquanto estava junto a ele, até o beijo que ele me deu no rosto a alguns minutos atrás. Não sabia oque eu estava sentindo, mas era algo diferente. Um sentimento forte, que me fez pensar no Luca até eu cair no sono.
-- Alguns dias depois --
Luca e eu fomos a sua lanchonete favorita, não era muito longe, então fomos caminhando. Conversamos bastante, até que a conversa tomou um rumo meio diferente. Ele começou a falar coisas mais fofas que o normal. Meu coração começou a bater mais rápido, e a cada batida, eu percebia que não podia mais esconder oque sentia. Acho que estou caidinha por você, Luca. Mas será que devo falar? Será que ele me corresponde? E seu eu falar e ele me der um fora? E se na verdade ele tá todo fofo comigo porque ele quer dizer que também gosta de mim? Eu não sei mais oque pensar!
- Cami? - ele interrompeu meus pensamentos
- Ah, oi, que foi?
- Você tava viajando aí.
- Desculpa. - eu ri - tava pensando numas coisas aqui. Falou algo importante?
- Ainda não.
- Ainda?
- Sim.
- Ai meu Deus, to até com medo. - eu ri
- Sabia que eu adoro seu sorriso? Gosto mais ainda de quando eu sou o motivo do sorriso.
- Para, não me olha assim, tá me intimidando! Sério, para! - sorri de canto de boca
- Cami... lembra quando eu falei que eu tinha uma quedinha por você mas superei?
- Ah... sim.
- Eu menti... não superei.
Ele sorriu sem jeito e eu também. Ele se aproximou devagar, colocou as mãos em meu pescoço, meus olhos se fecharam lentamente, e quando me dei conta, já estávamos nos beijando. Uma explosão de sentimentos tomou conta de mim, era como nada mais tivesse sentido, como se nada mais importasse no mundo. Só eu e ele.
Si Es Por Amor - Capítulo 4
~~ Ludmila ~~
- Diego, desgraçado! Quer me matar?! Meu coração quase saiu pela boca, filho duma égua! - gritei desesperada
- Calma loira! Me desculpe, não tive a intenção de te assustar, aliás, como se assustar com um rostinho lindo como o meu? - ele disse sorrindo
- Fica quieto! Pare de se achar um minuto! - e sentei denovo
- Calma, não grita! Já pedi desculpas! Não queria te assustar! - ele sentou ao meu lado
- Okay, okay, está desculpado!
- Não sabia que te assustar era assim tão facil... teria tentado antes!
- Ai que engraçado. - ironizei
- Então loira, vamos direto ao ponto...
- Finalmente! Alguma coisa sempre nos interrompe!
- Você é afim do Maxi?
- What?!
- Você ouviu!
- Comeu titica de galinha, filho? De onde você tirou isso?
- Foi só uma pergunta, agora responda!
- Não!
- Não oque? Não é afim do Maxi ou não vai responder?
- Os dois!
- Mas eu sei que você gosta dele! Nem adianta negar!
- Ah, agora você lê pensamentos?
- Não. Simplismente prestei atenção no jeito que você olha pra ele! E vi como ficou triste depois do acontecimento de ontem a noite.
- Então você tá louco! Não olho pra ele de nenhum jeito especial!
- Ah, olha sim! - ele sorriu, daquele jeitinho que faz as meninas se apaixonarem
- Supondo que eu fosse apaixonada por ele... oque você tem com isso?
- Bom... ele é meu amigo, e está sempre reclamando de não ter ninguém... você é uma pessoa legal, e talvez a única garota interessada nele, que também reclama de não ter ninguém. Acho que poderia...
Nossa conversa foi interrompida por uma mensagem da Lara, ele leu a mensagem, colocou o celular no bolso e se levantou:
- Bem, tenho que ir, depois terminamos essa conversa. - falou dando alguns passos para traz
- Conversa muito estranha, por sinal - eu ri
- Quer que eu te leve até o quarto?
- Não obrigada, posso ir sozinha.
- Então tá. - mandou beijinho com as mãos
Já estava escuro, e eu fiquei alí sozinha vendo o Diego ir embora, e comecei a escutar barulhos de bichos noturnos que realmente não me agradavam.
~~ Diego ~~
- Espera! - Ludmila gritou e me virei para vê-la - Não precisa me levar ao quarto, mas aceito que me leve até a entrada... lá dentro é mais seguro doque aqui com as corujas! - ela riu
- Okay, então vamos! - estendi a mão, ela olhou mas não segurou, apenas foi andando ao meu lado em total silêncio.
Chegando a porta ela agradeceu, se despediu, e sumiu pelos corredores do Studio. Então fui encontrar Lara, que estava me esperando na área da piscina. Chegando lá, Lara estava sentada num tipo de toalha de piquenique, com varios bolinhos, biscoitos, e sucos. Sorriu quando me viu e veio me abraçar.
- Diiiih, que bom que veio!
- E porque eu não viria?
- Sei lá... bom, senta aí, vamos fazer um lanchinho!
- Tudo parece tão gostoso!
- Peguei na cozinha onde estavam as sobras de sobremesa do almoço, não tenho o talento de fazer bolos tão bons! - ela pegou um pedaço e me deu na boca - prova esse!
- Nossa, que delicia! Melhor bolo de cenoura com cobertura de chocolate que já comi!
~~ Lara ~~
Depois que acabamos de comer, arrumamos tudo, e apesar de que era proibido usar a piscina de noite, resolvemos entrar, e eu estava louca pra ver o Diego sem camisa! Nadamos, conversamos, ele quase me afogou, mas foi tudo tão fofo! Ninguém precisa saber que temos esse relacionamento meio amizade meio namoro, é complicado! Não queremos namorar sério, e não queremos perder a amizade um do outro, então só nos divertimos sem compromisso! Vejo as pessoas sofrendo por amor e não quero sofrer também, pra que arriscar? Mas agora, tenho medo de me apaixonar verdadeiramente pelo garoto que um dia eu rejeitei... o Diego!
Mergulhamos, e subimos ao mesmo instante, ele olhou no fundo dos meus olhos, chegou perto de mim colocando as mãos em meu rosto, e me beijou. Parecia coisa de novela! Era como se fosse o primeiro beijo! Sendo que eu já havia beijado muitos garotos, e ele varias garotas. Mas nenhum foi tão bom quando o beijo do Diego! Apesar desse nosso rolo, eu nunca tinha o beijado! E foi perfeito!
- Não esperava por isso! - eu disse passando a mão em seus cabelos molhados
- Fazer oque né, tava demorando pra sairmos dos abraços!
- Tarado! - eu ri
- Seu sorriso é muito lindo.
- Eu sei! - rimos denovo
- Espero que tenhamos mais momentos como esse.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Hello December: 3º Cap - Hello Darling
Mal acordei e meus pais avisaram que iriamos almoçar fora e conhecer
um pouco os lugares onde Matias e sua família costumam ir. Ou seja, Luca
também iria no passeio conosco. Visitamos alguns lugares muito lindos,
eu me encantei com tudo oque vi, mas só conseguia pensar em parar em
algum lugar para almoçar, simplismente porque estava com fome, mas
também porque queria falar com o Luca. Eu ainda não acredito que aquele
monstrinho virou um gatinho! Não só é bonito como é super gentil.
Luca escolheu o lugar onde iriamos almoçar, era uma lanchonete bem simples, perto da rua de casa, mas também, toda cheia de decorações Natalinas. Ele disse que era seu lugar favorito para comer.
Nos sentamos em uma mesa ao ar livre, fizemos os pedidos, e aguardamos conversando.
– Então... tá gostando do passeio? - Luca me perguntou
– Sim, claro, os lugares são lindos!
– E está em ótima companhia. - Francesca falou rindo
– Modesta né? - Maxi completou
– Fiquei feliz de não ter que falar inglês com vocês! Oque sei de inglês foi oque eu aprendi na escola e ouvindo músicas. Não saberia conversar! - continuei a conversa
– Ainda bem que todos somos brasileiros! - Luca sorriu
– Eu me surpreendi quando você perguntou "Quer biscoitos?". Eu pensei, como assim ele sabe falar português? - eu ri
– E eu sou muito lerdo, cara! Você falando português, e eu nem me toquei que você era do Brasil. Eu tava achando que você sabia que eu era brasileiro e falou português só pra me facilitar! - Luca riu
– Já falei que você não funciona direito. Tem alguns parafusos fora do lugar! - Maxi brincou
– Pra todos nós é mais fácil falar português! Nossos pais adotaram eu e Maxi quando tínhamos 8 anos! Mas até que não foi tão difícil aprender inglês vindo morar aqui. - Francesca continuou
– E eu tinha 10 anos quando viemos! - disse Luca
– Me lembro do nosso ultimo dia de aula. Você estava na quarta série! Ou como falam agora, quinto ano! E eu na terceira série, quarto ano. A ultima coisa que me disse foi "Não sinta minha falta, hein!". Depois você sumiu no mundo, eu nunca mais te vi.
– E você sentiu? - Luca perguntou
– Nem um pouco! Qual parte do "Eu te odiava" você não entendeu? - eu ri
– Ah, o Luca nos contou, que você era a Camomila da época que ele morava no Brasil. - Maxi riu
– Mas agora eu sou um amor de pessoa não sou? - Luca fez cara de cachorrinho que caiu na mudança
– Não, não, continua insuportavel! - brinquei
– Poxa, magoei. - ele fingiu estar triste
– Eu ainda não acredito que aquele baixinho magrelo se tornou esse cara que mais parece um poste!
– E você era tão gordinha! E eu sempre me senti um anão perto de você! Agora você está magra, e posso te zoar com coisas do tipo "Como está o tempo aí em baixo?". - todos rimos
Passamos o dia todo conversando, rindo, lembrando de coisas absurdas que fazíamos quando eramos mais novos. E a cada sorriso dele, eu me encantava com seu novo jeito.
No dia seguinte, logo depois de almoçar, fui até a casa do Luca, era ao lado da casa de meus avós, então não faria tanto esforço. Francesca atendeu a porta muito feliz em me ver. Luca não estava em casa, então fiquei conversando com ela, que me convidou para ver seu quarto. Conversamos bastante, até que ganhei coragem de perguntar aonde Luca estava:
– É... e o Luca? Porque não está em casa?
– Ele saiu pra almoçar com alguém, mas não faço a mínima idéia de quem seja.
– Ah tá.
– Vem cá... você tá interessada no meu irmão?
– Que?!?!?! - me espantei com a pergunta
– Calma, foi só uma per...
– Tá louca, Francesca?! De onde tirou isso?! Claro que não, eu hein!
– Calma, respira! - ela riu - Primeiro, comece a me chamar de Fran, dá menos trabalho! Enfim, tem certeza que não sente nada diferente por ele?
– Francesc... é, Fran. Meu amorzinho. Olha pra mim. A única coisa diferente aqui é que antes eu o odiava e agora somos amigos. Agora ele é uma pessoa legal. Entendeu? - me irritei
– Mas vocês estavam tão fofos cantando antes de ontem. E vocês conversando ontem, relembrando o passado, cada sorriso lindo que vocês tiravam um do outro.
– Francesca Reys Cauviglia! - Luca gritou da porta
– Ops... acho que falei de mais! - Fran ficou sem graça
– Também acho! - fiquei mais sem graça ainda
– Você tomou seu rémedinho hoje? Acho que não né! Dá o fora! - Luca se irritou
– Hey, o quarto é meu! Saia você!
– E deixar vocês duas sozinhas? Pra você enxer a cabeça da Cami? Nem pensar!
– Só falei oque eu acho!
– Você não acha nada!
– Gente, eu to aqui!!!!! - gritei
– Desculpa Cami, mas essa menina as vezes me tira do sério!
– Tá, tá. Tchau, to indo, conversem aí. Mas eu volto! Não pensem que vou esquecer os pombinhos!
– Francesca!!!!! - eu e Luca gritamos
– Fui! - ela bateu a porta do quarto
– Oque você ouviu? - perguntei a Luca
– Cheguei aqui no quarto a tempo de escutar você dando bronca na Fran por ela ter falado besteira.
– Você... acreditou noque ela disse?
– Eu deveria?
– Não, claro que não. Isso é loucura dela. - eu me assustei com a pergunta
– Ah tá. - um terrível silencio tomou conta do quarto
Luca se levantou e pegou o violão da Fran, se sentou ao meu lado, e perguntou se eu queria cantar uma música com ele. Eu não sabia se iria conseguir cantar na frente dele novamente. Mas aceitei. Ele começou a tocar uma melodia familiar.
– Conhece? - ele perguntou
– Tomorrow?!
– Sim! Você me falou que gosta da Avril Lavigne. Imaginei que conheceria essa música.
– Meu Deus, eu amo essa música! E a Avril!
– Então vamos lá. - e começou a cantar
"And I wanna believe you
When you tell me that it'll be okay
Yeah, I try to believe you
But I don't
When you say that it's gonna be
It always turns out to be a different way
I try to believe you"
Então comecei a cantar junto.
"Not today, today, today, today, today."
Luca parou de cantar me fazendo cantar o refrão sozinha.
"I, don't know how I'll feel
Tomorrow
Tomorrow
I, don't know what to say
Tomorrow
Tomorrow, is a different day"
Cantamos a música até o final. Nos olhamos e Francesa surgiu meio que do nada e começou a aplaudir. Como essa garota é boa em aparecer do além! Ela pulou na cama nos abraçando.
– Como vocês ficam lindinhos cantando juntos!
Luca escolheu o lugar onde iriamos almoçar, era uma lanchonete bem simples, perto da rua de casa, mas também, toda cheia de decorações Natalinas. Ele disse que era seu lugar favorito para comer.
Nos sentamos em uma mesa ao ar livre, fizemos os pedidos, e aguardamos conversando.
– Então... tá gostando do passeio? - Luca me perguntou
– Sim, claro, os lugares são lindos!
– E está em ótima companhia. - Francesca falou rindo
– Modesta né? - Maxi completou
– Fiquei feliz de não ter que falar inglês com vocês! Oque sei de inglês foi oque eu aprendi na escola e ouvindo músicas. Não saberia conversar! - continuei a conversa
– Ainda bem que todos somos brasileiros! - Luca sorriu
– Eu me surpreendi quando você perguntou "Quer biscoitos?". Eu pensei, como assim ele sabe falar português? - eu ri
– E eu sou muito lerdo, cara! Você falando português, e eu nem me toquei que você era do Brasil. Eu tava achando que você sabia que eu era brasileiro e falou português só pra me facilitar! - Luca riu
– Já falei que você não funciona direito. Tem alguns parafusos fora do lugar! - Maxi brincou
– Pra todos nós é mais fácil falar português! Nossos pais adotaram eu e Maxi quando tínhamos 8 anos! Mas até que não foi tão difícil aprender inglês vindo morar aqui. - Francesca continuou
– E eu tinha 10 anos quando viemos! - disse Luca
– Me lembro do nosso ultimo dia de aula. Você estava na quarta série! Ou como falam agora, quinto ano! E eu na terceira série, quarto ano. A ultima coisa que me disse foi "Não sinta minha falta, hein!". Depois você sumiu no mundo, eu nunca mais te vi.
– E você sentiu? - Luca perguntou
– Nem um pouco! Qual parte do "Eu te odiava" você não entendeu? - eu ri
– Ah, o Luca nos contou, que você era a Camomila da época que ele morava no Brasil. - Maxi riu
– Mas agora eu sou um amor de pessoa não sou? - Luca fez cara de cachorrinho que caiu na mudança
– Não, não, continua insuportavel! - brinquei
– Poxa, magoei. - ele fingiu estar triste
– Eu ainda não acredito que aquele baixinho magrelo se tornou esse cara que mais parece um poste!
– E você era tão gordinha! E eu sempre me senti um anão perto de você! Agora você está magra, e posso te zoar com coisas do tipo "Como está o tempo aí em baixo?". - todos rimos
Passamos o dia todo conversando, rindo, lembrando de coisas absurdas que fazíamos quando eramos mais novos. E a cada sorriso dele, eu me encantava com seu novo jeito.
No dia seguinte, logo depois de almoçar, fui até a casa do Luca, era ao lado da casa de meus avós, então não faria tanto esforço. Francesca atendeu a porta muito feliz em me ver. Luca não estava em casa, então fiquei conversando com ela, que me convidou para ver seu quarto. Conversamos bastante, até que ganhei coragem de perguntar aonde Luca estava:
– É... e o Luca? Porque não está em casa?
– Ele saiu pra almoçar com alguém, mas não faço a mínima idéia de quem seja.
– Ah tá.
– Vem cá... você tá interessada no meu irmão?
– Que?!?!?! - me espantei com a pergunta
– Calma, foi só uma per...
– Tá louca, Francesca?! De onde tirou isso?! Claro que não, eu hein!
– Calma, respira! - ela riu - Primeiro, comece a me chamar de Fran, dá menos trabalho! Enfim, tem certeza que não sente nada diferente por ele?
– Francesc... é, Fran. Meu amorzinho. Olha pra mim. A única coisa diferente aqui é que antes eu o odiava e agora somos amigos. Agora ele é uma pessoa legal. Entendeu? - me irritei
– Mas vocês estavam tão fofos cantando antes de ontem. E vocês conversando ontem, relembrando o passado, cada sorriso lindo que vocês tiravam um do outro.
– Francesca Reys Cauviglia! - Luca gritou da porta
– Ops... acho que falei de mais! - Fran ficou sem graça
– Também acho! - fiquei mais sem graça ainda
– Você tomou seu rémedinho hoje? Acho que não né! Dá o fora! - Luca se irritou
– Hey, o quarto é meu! Saia você!
– E deixar vocês duas sozinhas? Pra você enxer a cabeça da Cami? Nem pensar!
– Só falei oque eu acho!
– Você não acha nada!
– Gente, eu to aqui!!!!! - gritei
– Desculpa Cami, mas essa menina as vezes me tira do sério!
– Tá, tá. Tchau, to indo, conversem aí. Mas eu volto! Não pensem que vou esquecer os pombinhos!
– Francesca!!!!! - eu e Luca gritamos
– Fui! - ela bateu a porta do quarto
– Oque você ouviu? - perguntei a Luca
– Cheguei aqui no quarto a tempo de escutar você dando bronca na Fran por ela ter falado besteira.
– Você... acreditou noque ela disse?
– Eu deveria?
– Não, claro que não. Isso é loucura dela. - eu me assustei com a pergunta
– Ah tá. - um terrível silencio tomou conta do quarto
Luca se levantou e pegou o violão da Fran, se sentou ao meu lado, e perguntou se eu queria cantar uma música com ele. Eu não sabia se iria conseguir cantar na frente dele novamente. Mas aceitei. Ele começou a tocar uma melodia familiar.
– Conhece? - ele perguntou
– Tomorrow?!
– Sim! Você me falou que gosta da Avril Lavigne. Imaginei que conheceria essa música.
– Meu Deus, eu amo essa música! E a Avril!
– Então vamos lá. - e começou a cantar
"And I wanna believe you
When you tell me that it'll be okay
Yeah, I try to believe you
But I don't
When you say that it's gonna be
It always turns out to be a different way
I try to believe you"
Então comecei a cantar junto.
"Not today, today, today, today, today."
Luca parou de cantar me fazendo cantar o refrão sozinha.
"I, don't know how I'll feel
Tomorrow
Tomorrow
I, don't know what to say
Tomorrow
Tomorrow, is a different day"
Cantamos a música até o final. Nos olhamos e Francesa surgiu meio que do nada e começou a aplaudir. Como essa garota é boa em aparecer do além! Ela pulou na cama nos abraçando.
– Como vocês ficam lindinhos cantando juntos!
Si Es Por Amor - Capítulo 3
~~ Diego ~~
Achei que hoje de manhã todos iam estar comentando a reação do Maxi ontem a noite, mas até que não. Não pude deixar de reparar que a Ludmila tinha vindo tomar café da manhã no refeitório, oque é raro, e que foi só o Maxi chegar, que ela ficou com um rostinho tão triste, que me dava dó! Ela acha que eu não percebo o jeito que ela olha pra ele, quando se aproximam... E quando ela está vendo ele cantar, os olhos dela brilham, como se aquele fosse o momento mais especial de sua vida. Eu tenho certeza, ou quase certeza, que esse sentimento que ela tem pelo Maxi é mais doque amizade. Ele reclama de não ter ninguém, e ela também... acho que a Vilu estava certa em dizer que eles formam um "casal lindinho".
– Diiiiiih lindo, bom dia! - Lara chegou me abraçando
– Bom dia Lara, vamos tomar o café juntos?
– Claro!
É bom ter por perto alguém como a Lara. Sempre alegre! Tenho quer admitir, que rola alguma coisa a mais entre nós, mas nada sério. Tanto ela como eu, preferimos apenas nos divertir sem compromisso. Acho que "amigos com benefícios" não seria o termo adequado, já que somos mais amigos doque temos benefícios. Mas ela é gata demais pra ser jogada fora!
~~ Ludmila ~~
Eu só vim tomar café no refeitório porque queria ter a chance de me desculpar com o Maxi. Eu não fiz nada errado, mas seria um bom jeito dele ver que me importo com ele! Mas ve-lo depois do acontecimento de ontem, só fez doer mais! E não tive coragem de ir falar com ele.
Reparando no Diego e na Lara sentados juntos, lembrei do acontecimento na manhã anterior, da pequena conversa que tive com Diego. Eu havia me esquecido completamente disso! Mas agora lembrando, eu realmente queria saber qual era o ponto daquela conversa. Tenho certeza que ele queria falar mais algo! Porém, não vou procura-lo, seria estranho já que a ultima vez que falei com ele foi em seu primeiro dia no Studio. Somos quase desconhecidos! Se ele vier até mim, okay!
Bateu o sinal das 8 horas, que começaria nossa primeira aula do dia. Fomos para a sala, e Gregório, professor de dança, já estava nos aguardando. Era exigente, mas não era má pessoa, além de ser muito engraçado. Eu já não gosto da Jackie, além de exigente é mal humorada, e se estiver com algum problema pessoal acaba descontando nos alunos! Ela não dá aula para nossa turma, mas já substituiu o Gregório algumas vezes quando faltou.
– Quero que formen duplas, um vai inventar uma pequena coreografia e o outro vai dançar, temos 1 hora para vocês inventarem, mas quero tudo pronto até o final da aula! Cada um terá 3 minutos para se apresentar! - pediu Gregório
– Brako, faz comigo? Please! Você dança muito, muito bem! - perguntei
– Ah obrigado, faço sim! - Brako respondeu meio sem jeito
Ele inventou a coreografia e me ensinou direitinho todos os paços! Ele é um fofo! Tenho que admitir que todos dançaram muito bem! Me sinti a pior, mas o Brako foi fofo outra vez e me encheu de elogios!
No final da última aula antes do almoço, todos foram para o refeitório, eu preferi esperar um pouco, fui até um largo balanço de madeira que tinha na parte exterior do Studio. Fiquei lá sentada sozinha durante alguns minutos até que a Naty veio falar comigo sentando-se ao meu lado:
– Oque aconteceu?
– Nada ué!
– Porque não veio almoçar?
Estava louca para contar todo meu sofrimento pelo Maxi, mas prefiro sofrer em silêncio! Apenas pedi a Naty que me abraçasse. Ela insistiu em saber oque era, mas logo desistiu. Fomos almoçar e começamos a falar sobre twitter. Subimos as escadas conversando:
– Tinha uma tag "Cite Pessoas Perfeitas"...
– Diego! - ele interrompeu
– Claro Diego, você é mais doque perfeito! - ironizei
– Não gosto de twitter, qual é a graça daquilo?
– Toda! Eu adoro! Se não gosta, só lamento! Aliás, diga logo oque quer!
– Oi? Não quero nada! Apenas vocês passaram por mim e resolvi brincar!
– Justo com a gente? Que você falou tipo, 1 vez na vida e outra na morte? - Naty disse parando de andar
– Não posso querer ser simpático? - Diego falou fazendo cara de galã de novela adolescente
– Oi meninas, com licença, vou roubar o Diego de vocês só um pouquinho! - Lara chegou abraçando Diego pelas costas e puxando para o refeitório
Eu e Naty ficamos paradas um tempo tentando entender e depois fomos pro refeitório também, já estava batendo fome! Mas não é possivel que outra vez ele tenha conseguido ir embora sem dizer oque queria! O bom é que por alguns minutos parei de pensar no Maxi.
De tarde, quase escurecendo, voltei ao balanço de madeira, e fiquei lá sozinha pensando na vida... ou mais precisamente no Maxi. Não entendo como consequi me apaixonar por um garoto assim tão... tão... bipolar! É isso, bipolar! É todo bonzinho quando quer, mas basta ter por perto aqueles amigos que considera superiores que ele quer se amostrar! Acho que sou masoquista!
E derrepente escutei passos, mas não vi ninguém. Então sinto mãos sobre meus ombros e viro para traz rapidamente.
terça-feira, 15 de abril de 2014
Hello December: 2º Cap - Hello My Friend
Uma hora se passou e o tal Luca não dirigiu a palavra até mim. Alguém
tocou a campainha. Uma menina de cabelos negros entrou na casa falando
com todos. Ela meio que pulou em cimado Luca. Será que é namorada dele?
– Olá, você deve ser a Camila né?
– Sim, sou eu, e você é?
– Francesca. A Olga e o Ramallo falam muito de você e de sua mãe.
– Ah, sério?
– Sim, a Olga mais ainda! Ela ficou muito feliz por vocês terem vindo!
– Ah, eu também fiquei muito feliz de ter vindo, tirando a parte do avião. - eu ri
– Eu só viajei de avião uma vez, vindo para cá. E eu era muito pequena então nem lembro.
– E você é oque dos meus avós?
– Visinha! Seus avós são como avós para mim! Para Luca e Maxi também.
– O Luca é seu...
– Irmão!
– Ah sim, e quem é Maxi? Outro irmão?
– Sim! Eu e Maxi somos gêmeos. Fomos adotados 1 ano antes de virmos morar aqui.
– E vocês moravam aonde?
– Bom, o meu pai, morou um bom tempo no Brasil, mas quando ele conheceu minha mãe, ele quiz voltar para cá. Ela é brasileira e o Luca também. O pai do Luca morreu quando ele era mais novo. A mãe dele estava solteira, se apaixonou pelo nosso pai, eles nos adotaram, e agora somos uma grande família feliz de New York. - ela riu
– Sou brasileira também! Que mundo pequeno! - nós rimos
– Daqui a pouco meus pais chegam com o Maxi.
– Quem são seus pais?
– Jade e Matias. E adivinha! O Matias é amigo de infância da sua mãe, na época em que ela morava em NY, não é legal?
– Ah, nossa, minha mãe tá toda feliz de reencontra-lo!
– Vejo que conheceu a tagarela da minha irmã! - Luca chegou abraçando Francesca
– Coitada, ela é super simpática!
– Viu? Eu sou um amor de pessoa!
– Deixa eu adivinhar, ela te contou que nossos pais se conhecerem no Brasil e blá blá blá?
– Exatamente! - eu ri
– Mas ela é brasileira como nós!
– Ah, sério? - Luca me olhou surpreso
– Sim, e nunca saí do país.
– Pra tudo tem uma primeira vez né. - Luca se sentou no tapete
– Eu gostei de você Camila, qual a sua idade? - Francesca perguntou
– 16, e vocês?
– Tenho 15 e o Luca 17... Ops, meu celular tá tocando, já volto. - Francesca se levantou e foi para algum lugar da casa que eu ainda não tinha visto.
Ficou um enorme silencio entre mim e o Luca, só podíamos ouvir a conversa dos outros a laleira. Não sabia oque dizer para quebrar o silencio.
– Então... é... você quer se formar em que? - consegui dizer algo
– Vou fazer faculdade de música.
– Sério? Meu sonho é trabalhar com música também,ou ser escritora. Ainda não decidi.
– Sabe tocar algum instrumento?
– Comecei as aulas de bateria a uns 4 meses. E depois vou fazer aulas de violão.
– Sei tocar piano, violão e guitarra. - o silencio voltou
– Você canta? - nós dois perguntamos ao mesmo tempo. Nos encaramos e rimos.
– Eu... canto um pouquinho. Nada sério. - ele falou sem jeito
– Não conta pra ninguém hein! Mas eu sonho em ser cantora proficional! - eu respondi
– Porque não?
– As pessoas podem me julgar por... não cantar tão bem quanto gostaria.
– Já te viram cantar?
– Cantar mal, sim! Porque não consigo cantar em público.
– Vem aqui comigo? - ele se levantou e estendeu a mão
– Aonde?
– Vem logo que você vai saber.
Luca me levou até uma sala perto da escada, e nessa sala haviam vários instrumentos musicais. Ele se sentou ao piano e começou a tocar uma melodia bem familiar para mim. Então começou a cantar:
"I got a lot of things
I have to do
All these distractions
Our future's coming soon"
Era Just Wanna Be With You, do High School Musical 3, e meu Deus, como a voz desse garoto é linda, e como toca piano bem! Não me contive e cantei:
"We're being pulled
A hundred different directions
But whatever happens
I know I got you"
Então começamos a cantar juntos:
"You're on my mind, you're in my heart
It doesn't matter where we are
Well be alright
Even if were miles apart"
Demos uma pausa, e alguém colocou para tocar o instrumental da música bem onde paramos. Me assustei, mas era Francesca. Luca me tirou para dançar, e começamos a cantar o refrão:
"All, I wanna do
Is be with you, be with you
There's nothing we can't do
Just wanna be with you, only you
No matter where life takes us
Nothing can break us apart
I just wanna be with you"
Cantamos e dançamos sem parar, e só parei pra olhar Francesca uma vez, que estava com um lindo sorriso de orelha a orelha nos observando. A gente rodava, subia no piano, corria pela sala, fazia tudo oque tinha direito. Eu nunca me senti tão livre ao cantar. Senti que não tinha mais medo de mostrar que cantar era parte de mim. Ao fim da música cantávamos bem devagar e suavemente "I just wanna be with you". Paramos um de frente para o outro, em pé em cima do banquinho do piano, olhos nos olhos, ele com as mãos em minha cintura, e eu com as mãos em seus ombros.
Francesca começou a aplaudir, eu tinha até me esquecido que ela estava lá. Descemos do banco.
– Obrigada por tornar isso possível... me fazer cantar na frente de alguém.
– Não precisa agradecer, Camila. Você também fez um favor para mim.
– Camila! - meu pai berrou da sala
– É... eu vou lá... meu pai tá me chamando. Obrigada... de novo. - eu sorri e sai da sala
Alguns minutos depois, Luca e Francesca foram para casa ver se os pais já haviam chegado, e eu fui para meu quarto. Pouco tempo depois alguém bateu na porta.
– Entra!
– Com licença.
– Luca?
– Ficou meio chato lá em baixo. Meus pais chegaram sua mãe tá toda emocionada. Vim... te fazer companhia. Posso?
– Claro.
– Você não pareceu ter medo de cantar. E cantou muito bem! - ele riu
– Eu não sei oque aconteceu, eu... senti que com você eu podia.
– Já catei algumas, poucas vezes, em público. Cantei bem mas, nunca me senti tão a vontade como me senti com você.
– Ah, para, eu to ficando sem graça, para, sério!
– Ué, só to falando a verdade! - silencio no quarto
– Podemos ser amigos? - quebrei o silencio
– Já não somos?
– Ah, sei lá, te conheci hoje.
– Okay, Camomila, somos oficialmente amigos! - ele riu
– Espera... Camomila...
Foi como se eu tivesse levado uma martelada na cabeça. Comecei a ligar os fatos e entender porque a sensação de já conhecer esse garoto. A porta estava entreaberta e a mãe dele, Jade, ia entrar no quarto para falar comigo quando ouviu minha mãe gritar seu nome e ela saiu correndo. E foi aí que eu tive certeza de quem era Luca. Luca, Brasileiro, um ano mais velho doque eu, Camomila, e a Jade!
– Reys?
– Oque?
– Seu sobrenome! É Reys? Luca Reys?
– Sim, mas porque a pergunta? E como sabe?
– AI MEU DEUS. EU NÃO ACREDITO.
– Oque foi? Tá me assustando, Camila!
– Você é o Luca Reys, que estudava na mesma escola que eu lá no Rio de Janeiro! O magrelo baixinho que vivia implicando comigo porque eu era gordinha e falava errado por causa do aparelho! Eu Sou Camila Torres, lembra? Camomila! Você vivia me xingando, me botando defeitos, eu saia correndo pelo pátio pra bater em você! Aí você falava que eu precisa tomar chá de camomila pra me acalmar! Por isso me chamava de Camomila! Não acredito que é você!
– MAS OQUE?!?!?! - ele arregalou os olhos e levantou da cama
– Mas como aquilo se tornou isso?! Você era tão idiota e agora é tão educado e gente boa!
– Não sei se levo isso como um elogio.
– Não sei se te abraço ou aproveito pra te bater mais! - nós rimos
– Como não percebi que era você?!
– Mas gente, socorro, eu te odiava!
– E não me odeia mais?
– Te odiava até descobrir que esse Luca é aquele Luca.
– Eu nunca te odiei.
– Sério? Mas porque me zoava tanto?
– Eu... eu... ah cara, você era diferente. Não era toda cor de rosa, curtia coisas de menino, sei lá, eu achei que te zoar fosse um jeito de chamar sua atenção e ao mesmo tempo esconder oque eu sentia. Eu nunca vi nenhum problema em você ser gordinha... mas o lance do aparelho era engraçado. - ele riu
– Nossa... nem sei oque dizer e... obrigada pela sinceridade com o lance do aparelho. - eu ri também - mas... oque você sentia exatamente?
– Eu... eu tinha uma quedinha por você. - ele sorriu sem graça e o quarto ficou em total silencio. - mas eu superei, não se preocupe.
Meus pais trouxeram Jade, Matias e Maxi ao meu quarto para falar comigo. E Luca foi embora.
– Olá, você deve ser a Camila né?
– Sim, sou eu, e você é?
– Francesca. A Olga e o Ramallo falam muito de você e de sua mãe.
– Ah, sério?
– Sim, a Olga mais ainda! Ela ficou muito feliz por vocês terem vindo!
– Ah, eu também fiquei muito feliz de ter vindo, tirando a parte do avião. - eu ri
– Eu só viajei de avião uma vez, vindo para cá. E eu era muito pequena então nem lembro.
– E você é oque dos meus avós?
– Visinha! Seus avós são como avós para mim! Para Luca e Maxi também.
– O Luca é seu...
– Irmão!
– Ah sim, e quem é Maxi? Outro irmão?
– Sim! Eu e Maxi somos gêmeos. Fomos adotados 1 ano antes de virmos morar aqui.
– E vocês moravam aonde?
– Bom, o meu pai, morou um bom tempo no Brasil, mas quando ele conheceu minha mãe, ele quiz voltar para cá. Ela é brasileira e o Luca também. O pai do Luca morreu quando ele era mais novo. A mãe dele estava solteira, se apaixonou pelo nosso pai, eles nos adotaram, e agora somos uma grande família feliz de New York. - ela riu
– Sou brasileira também! Que mundo pequeno! - nós rimos
– Daqui a pouco meus pais chegam com o Maxi.
– Quem são seus pais?
– Jade e Matias. E adivinha! O Matias é amigo de infância da sua mãe, na época em que ela morava em NY, não é legal?
– Ah, nossa, minha mãe tá toda feliz de reencontra-lo!
– Vejo que conheceu a tagarela da minha irmã! - Luca chegou abraçando Francesca
– Coitada, ela é super simpática!
– Viu? Eu sou um amor de pessoa!
– Deixa eu adivinhar, ela te contou que nossos pais se conhecerem no Brasil e blá blá blá?
– Exatamente! - eu ri
– Mas ela é brasileira como nós!
– Ah, sério? - Luca me olhou surpreso
– Sim, e nunca saí do país.
– Pra tudo tem uma primeira vez né. - Luca se sentou no tapete
– Eu gostei de você Camila, qual a sua idade? - Francesca perguntou
– 16, e vocês?
– Tenho 15 e o Luca 17... Ops, meu celular tá tocando, já volto. - Francesca se levantou e foi para algum lugar da casa que eu ainda não tinha visto.
Ficou um enorme silencio entre mim e o Luca, só podíamos ouvir a conversa dos outros a laleira. Não sabia oque dizer para quebrar o silencio.
– Então... é... você quer se formar em que? - consegui dizer algo
– Vou fazer faculdade de música.
– Sério? Meu sonho é trabalhar com música também,ou ser escritora. Ainda não decidi.
– Sabe tocar algum instrumento?
– Comecei as aulas de bateria a uns 4 meses. E depois vou fazer aulas de violão.
– Sei tocar piano, violão e guitarra. - o silencio voltou
– Você canta? - nós dois perguntamos ao mesmo tempo. Nos encaramos e rimos.
– Eu... canto um pouquinho. Nada sério. - ele falou sem jeito
– Não conta pra ninguém hein! Mas eu sonho em ser cantora proficional! - eu respondi
– Porque não?
– As pessoas podem me julgar por... não cantar tão bem quanto gostaria.
– Já te viram cantar?
– Cantar mal, sim! Porque não consigo cantar em público.
– Vem aqui comigo? - ele se levantou e estendeu a mão
– Aonde?
– Vem logo que você vai saber.
Luca me levou até uma sala perto da escada, e nessa sala haviam vários instrumentos musicais. Ele se sentou ao piano e começou a tocar uma melodia bem familiar para mim. Então começou a cantar:
"I got a lot of things
I have to do
All these distractions
Our future's coming soon"
Era Just Wanna Be With You, do High School Musical 3, e meu Deus, como a voz desse garoto é linda, e como toca piano bem! Não me contive e cantei:
"We're being pulled
A hundred different directions
But whatever happens
I know I got you"
Então começamos a cantar juntos:
"You're on my mind, you're in my heart
It doesn't matter where we are
Well be alright
Even if were miles apart"
Demos uma pausa, e alguém colocou para tocar o instrumental da música bem onde paramos. Me assustei, mas era Francesca. Luca me tirou para dançar, e começamos a cantar o refrão:
"All, I wanna do
Is be with you, be with you
There's nothing we can't do
Just wanna be with you, only you
No matter where life takes us
Nothing can break us apart
I just wanna be with you"
Cantamos e dançamos sem parar, e só parei pra olhar Francesca uma vez, que estava com um lindo sorriso de orelha a orelha nos observando. A gente rodava, subia no piano, corria pela sala, fazia tudo oque tinha direito. Eu nunca me senti tão livre ao cantar. Senti que não tinha mais medo de mostrar que cantar era parte de mim. Ao fim da música cantávamos bem devagar e suavemente "I just wanna be with you". Paramos um de frente para o outro, em pé em cima do banquinho do piano, olhos nos olhos, ele com as mãos em minha cintura, e eu com as mãos em seus ombros.
Francesca começou a aplaudir, eu tinha até me esquecido que ela estava lá. Descemos do banco.
– Obrigada por tornar isso possível... me fazer cantar na frente de alguém.
– Não precisa agradecer, Camila. Você também fez um favor para mim.
– Camila! - meu pai berrou da sala
– É... eu vou lá... meu pai tá me chamando. Obrigada... de novo. - eu sorri e sai da sala
Alguns minutos depois, Luca e Francesca foram para casa ver se os pais já haviam chegado, e eu fui para meu quarto. Pouco tempo depois alguém bateu na porta.
– Entra!
– Com licença.
– Luca?
– Ficou meio chato lá em baixo. Meus pais chegaram sua mãe tá toda emocionada. Vim... te fazer companhia. Posso?
– Claro.
– Você não pareceu ter medo de cantar. E cantou muito bem! - ele riu
– Eu não sei oque aconteceu, eu... senti que com você eu podia.
– Já catei algumas, poucas vezes, em público. Cantei bem mas, nunca me senti tão a vontade como me senti com você.
– Ah, para, eu to ficando sem graça, para, sério!
– Ué, só to falando a verdade! - silencio no quarto
– Podemos ser amigos? - quebrei o silencio
– Já não somos?
– Ah, sei lá, te conheci hoje.
– Okay, Camomila, somos oficialmente amigos! - ele riu
– Espera... Camomila...
Foi como se eu tivesse levado uma martelada na cabeça. Comecei a ligar os fatos e entender porque a sensação de já conhecer esse garoto. A porta estava entreaberta e a mãe dele, Jade, ia entrar no quarto para falar comigo quando ouviu minha mãe gritar seu nome e ela saiu correndo. E foi aí que eu tive certeza de quem era Luca. Luca, Brasileiro, um ano mais velho doque eu, Camomila, e a Jade!
– Reys?
– Oque?
– Seu sobrenome! É Reys? Luca Reys?
– Sim, mas porque a pergunta? E como sabe?
– AI MEU DEUS. EU NÃO ACREDITO.
– Oque foi? Tá me assustando, Camila!
– Você é o Luca Reys, que estudava na mesma escola que eu lá no Rio de Janeiro! O magrelo baixinho que vivia implicando comigo porque eu era gordinha e falava errado por causa do aparelho! Eu Sou Camila Torres, lembra? Camomila! Você vivia me xingando, me botando defeitos, eu saia correndo pelo pátio pra bater em você! Aí você falava que eu precisa tomar chá de camomila pra me acalmar! Por isso me chamava de Camomila! Não acredito que é você!
– MAS OQUE?!?!?! - ele arregalou os olhos e levantou da cama
– Mas como aquilo se tornou isso?! Você era tão idiota e agora é tão educado e gente boa!
– Não sei se levo isso como um elogio.
– Não sei se te abraço ou aproveito pra te bater mais! - nós rimos
– Como não percebi que era você?!
– Mas gente, socorro, eu te odiava!
– E não me odeia mais?
– Te odiava até descobrir que esse Luca é aquele Luca.
– Eu nunca te odiei.
– Sério? Mas porque me zoava tanto?
– Eu... eu... ah cara, você era diferente. Não era toda cor de rosa, curtia coisas de menino, sei lá, eu achei que te zoar fosse um jeito de chamar sua atenção e ao mesmo tempo esconder oque eu sentia. Eu nunca vi nenhum problema em você ser gordinha... mas o lance do aparelho era engraçado. - ele riu
– Nossa... nem sei oque dizer e... obrigada pela sinceridade com o lance do aparelho. - eu ri também - mas... oque você sentia exatamente?
– Eu... eu tinha uma quedinha por você. - ele sorriu sem graça e o quarto ficou em total silencio. - mas eu superei, não se preocupe.
Meus pais trouxeram Jade, Matias e Maxi ao meu quarto para falar comigo. E Luca foi embora.
Si Es Por Amor - Capítulo 2
~~ Ludmila ~~
Já era noite, e resolvi ir na sala de estar, não estava afim de ficar sozinha no meu quarto olhando pra cara da Fran e da Naty, preferimos ir ver quem estava por lá pra sair do tédio.
– E aêêê! - León chegou se jogando em cima de mim fazendo com que quase caissemos no chão.
– Ai León, cuidado com suas demonstrações de afeto! - brinquei
– Cadê o resto do povo? - Naty quiz saber
– Disseram que iam ficar lá fora pela área da piscina, e levaram um monte de coisas pra comer!
– E porque vocês estão aqui sozinhos? Pelo visto até o Brako se separou de vocês! - falei
– O Brako? Tá dormindo desde que a última aula do dia acabou! Ele disse que estava passando mal. - André respondeu subindo as escadas, provavelmente foi ver como o amigo estava.
– Nossa, tadinho, diz pra ele que desejo melhoras... então León, como é que vai ser? Vamos com o povo ou ficaremos sozinhos?
– Vou lá ver como o Brako está, podem ir na frente que eu já vou.
E fomos! Apesar do frio era bom estar ao ar livre, sentindo o cheirinho da grama molhada de sereno. Chegando lá, não havia muita gente, apenas Lara, Vilu, Diego, Broduey, Marco, Cami, e claro, o meu querido Maxi! Ou seja, apenas a nossa "turma" estava lá... se é esse o nome certo. É estranho chamar de "turma" pois não temos uma sala só para nós. Nós é que temos que ir até as salas dependendo da aula. No caso, quem estava na nossa turma eram todos eles e mais eu, Fran, Naty, Brako, León, e André. Todos nós estavamos no Studio desde o ano passado, menos o Diego, que havia entrado a uns 3 meses., e já chegou chamando a atenção das garotas. E tava pra chegar mais 2 alunos novos!
– Oieee! - falei sorridente
– Tchauooo! - disse Maxi
– Nossa, que recepção!
– Ninguém te quer aqui!
– Ridiculo! Você não vive sem mim, admita!
– Vai nessa, iludida!
– Isso vai dar em casamento! - Cami brincou, e em seguida todos começaram a zoar, e pelo visto, Maxi não gostou da brincadeira.
– Ah, fala sério, eu digo que ninguém quer ela aqui e vocês dizem que vai dar em casamento?
– Oque seria de um casamento sem suas brigas? - Broduey falou entre risos, logo tentei falar:
– Maxi, deixa de ser chato! É só uma brincad...
– Brincadeira nada, vocês se amam! Da pra ver as faíscas de amor em volta de vocês! - agora minha própria BFF Francesca havia me zoado
– Vocês formam um casal tão lindinho! - agora foi a Vilu, oque foi a gota d'agua para o Maxi, que apesar de não admitir, era apaixonado por ela, apesar de ser estranho pois eles mal se falam.
– Chega cara, que ridiculo, já encheu! - ele gritou com uma cara de raiva que me deu medo e foi embora
– Maxi, calma aê cara, espera! - Diego gritou correndo atraz dele
Não era a primeira vez que ele tinha essas crises de raiva quando alguém brinca dizendo que nos amamos. Isso começou no aniversário dele, quando eu fui a escolhida para o "com quem será". Eu comecei a zoar junto, falando que tinha que marcar a data do casamento e coisa e tal. Ele aturou as brincadeiras por uns tempos, mas depois que virou rotina diserem que eramos marido e mulher, e ainda por cima na frente da Vilu, ele começou a se irritar e as vezes me tratar mal na frente de quem ele considera superior. Ele não sabe o quanto a reação dele me magoou.
~~ Maxi ~~
Não ligo da Mercedes falar "eu sei que você me ama" ou coisas do tipo... Tava okay até a Cami falar, mas todo mundo começar a encher o saco, já é demais! Levaram muito a sério a história do com quem será! Pior, a Violetta disse que formamos um belo casal! Belo casal eu formaria com ela, não com a Ludmila! A Violetta é tudo oque um garoto quer, e a Ludmila é uma das mais rejeitadas do Studio! Talvez da cidade! Okay, eu também sou rejeitado, mas não dá pra aceitar essa zoação eterna! Expliquei tudo isso e mais umpouco pro Diego, que veio correndo atraz de mim até meu quarto.
– É pedir de mais que parem com isso?
– Não Maxi, não é, mas você tá exagerando, e muito! Eu pensei que a extressada fosse a Ludmi, e aliás, você deveria pedir desculpas a ela! Sinto que ela gosta muito de você, e não quer que a amizade de vocês acabe por uma simples brincadeira.
– Nossa, virou conselheiro agora? Aliás, como sabe que minha amizade é tão importante pra ela?
– Pelo que você me fala, e pelo que pude perceber quando estão juntos, dá pra ver que a amizade de vocês é importante pra ela.
– Tá, mas não é motivo pra ela aceitar essa brincadeira que nunca acaba!
– Vai pedir desculpas, bebezão?
– Não mesmo! Aquele povo lá é que tem que se desculpar!
– É muito criança você hein Maxi, eu mereço! Cadê a mamadeira? Vou esquentar um leitinho pra ver se te acalma!
Apesar de chateado, nós caimos na risada, logo depois, deu a hora do jantar, e como a janta era por nossa conta eu preferi ficar no quarto e comer alguma porcaria qualquer.
~~ Diego ~~
Não acredito no quanto esse muléque é criança! As vezes da vontade de dar um soco! Primeiro que a Ludmi não é tão "rejeitavel" assim! Acho que amanhã o motivo da zoação não vai ser a Ludmi, e sim o quanto a reação dele foi infantil... faço questão de estar presente!
domingo, 13 de abril de 2014
Hello December: 1º Cap - Hello New York
Oi, meu nome é Camila Torres, moro no Rio de Janeiro, mais precisamete na Tijuca, e tenho 16 anos. Oque eu faço da vida? Sou estudante, e nessa primeira semana de Dezembro eu peguei meu boletim, e descobri que passei direto para o terceiro ano do ensino médio. O Segundo ano foi difícil, tirei muitas notas ruins, mesmo me matando de estudar. Mas passei! Meu sonho? Ser cantora. Não necessariamente famosa no mundo todo, mas poder trabalhar com música seria ótimo. Ou escritora, as vezes bate um criatividade e dá vontade de inventar histórias. Oque eu to fazendo aqui? Bom, estou dentro de um avião, escrevendo isso tudo em um papel pra ver se me acalma. Caso o avião caia e eu morra, gostaria que alguém soubesse quem eu sou. Qual é o destino desse avião? New York! Sim, Nova York, vou passar o Natal em Nova York, não creio! Meus avós maternos moram lá, e alguns outros parentes da minha mãe também.
- Oque está fazendo, filha? - minha mãe interrompeu minhas anotações
- Nada não mãe. Só... tentando fazer algo que alivie o nervosismo de estar a sei lá quantos metros do chão. - guardei o caderninho e a caneta que eu estava escrevendo na mochila
- Aviões são mais seguros que carros e...
- Eu sei, eu sei. Mas eu ando de carro desde sempre. Não tem como ter medo. Mas enfim... você trouxe aquele remédio pra dormir? Seria uma boa. Se o avião cair, a gente vai morrer e eu nem vou sentir.
- Camila! - ela se afogou em risos
- Que foi? A gente corre esse risco!
- Procura aê. - meu pai me deu uma bolsinha da minha mãe onde estava o remédio. Tenho certeza que seria melhor assim. Fazer uma autobiografia não estava ajudando.
- Só quero acordar quando a gente estiver em terra firme. Se eu acordar.
-- Algumas horas depois --
Senti que estava em um ambiente diferente, espero que eu já esteja fora do avião, e não no céu junto com os falecidos (ou no inferno, quem sabe?). Meus olhos ainda embassados começaram a se abrir, e vi que eu estava dentro de um carro, com a cabeça deitada em uma mochila, e minha mãe do outro lado do banco de traz.
- Olha, a Bela Adormecida acordou! - minha mãe exclamou
- Viu filha? O avião não caiu! - meu pai que estava na frente se virou para me ver
- Mas poderia. - falei ainda sonolenta esfregando os olhos
- Eu ia te perguntar como foi o voo, até que vi o seu estado quando peguei vocês no aeroporto. - meu avô disse sem olhar para mim pois estava dirigindo
- Ah, oi vovô! Que saudade de você! E cadê minha vó? - falei sorrindo
- Ela ficou em casa. Já está preparando um lanchinho para vocês.
- E onde está o resto da bagagem? Acho que não caberia tudo nesse porta malas. A tralha é pra passar as férias inteiras aqui!
- Seu tio veio com o carro dele buscar as outras malas!
- Ah sim.
- Já estamos quase chegando em casa. - ele sorriu
Alguns minutos depois entramos em uma rua, totalmente residencial, nada de comercio, apenas muitas e muitas enormes casas cobertas por neve, todas enfeitadas com sinos, renas, anjos, bolas coloridas, estrelas, bengalinhas doces, bonecos de neve, pisca-pisca, Papai Noel, muito brilho e pinheirinhos de Natal. Uma dessas casas era a de meus avós. Logo paramos o carro, e meu avô disse contente "Lar doce lar". Ao lado, a casa de um amigo de infância da minha mãe, na época em que ela morava aqui. Se eu os conhecia? Provavelmente não!
Entramos na casa de meus avós, era bem grande, e muito bonita. Lá, além de morar os meus avós Ramallo e Olga, morava meu tio Beto com sua esposa Jaqueline. Então você se pergunta: porque minha mãe deixou os Estados Unidos para morar no Brasil? Simples, ela nasceu no Brasil, e com 5 anos ela veio morar em NY com os pais. Um dia, já adulta, ela resolveu fazer uma viagem com alguns amigos e amigas de NY. Pra onde foram? Pro Brasil! Quem ela conheceu no Brasil? Meu pai! Aí não teve jeito né. Muito menos depois que eu entrei na história.
Desde que eu nasci minha mãe nunca voltou aos EUA, imagino que ela deve estar com muitas saudades daqui. Desde que eu nasci, meus avós e meus tios vieram passar o Natal com a gente no Brasil umas... 6 vezes. Agora foi a nossa vez de visita-los. Porque agente não veio antes? Acho que todos já perceberam que eu tenho pavor de avião.
Assim que entramos meu tio Beto chamou Jaqueline e minha avó, que estavam na cozinha. Eles tem empregada, mas quando se trata de visitas importantes minha avó gosta de fazer a comida. As duas vieram correndo nos receber, com muitos beijos, abraços, e sorrisos. Minha avó mostrou o quarto de visitas em que ficariam meus pais, que tinha uma porta que dava para o meu. O quarto dos meus pais, tinha as paredes todas pintadas de branco, e apenas a parede da cama pintada de vermelho. O meu, já era um papel de parede, que fazia parecer que o quarto era realmente feito de madeira. Descemos as escadas, Jackie nos chamou para o lanche, me sentei numa poltrona, e fiquei alí destraida.
- Quer biscoitos? - uma voz masculina muito suave interrompeu meus pensamentos - são de chocolate!
Eu levantei devagar o rosto em sua direção, agradeci, e peguei um dos biscoitos em forma de boneco.
- Só um? Pega mais! - ele sorriu e eu peguei mais 2 biscoitos
Ele saiu com a bandeja oferendo biscoitos aos outros. Eu tive uma sensação estranha ao vê-lo. Ele tinha algo familiar. Mas acho que se eu já tivesse visto um cara lindo como ele, eu lembraria. Eu ia comendo os biscoitos enquanto meus olhos seguiam aquele misterioso garoto. Então minha avó pediu a ele que trouxesse bebidas as visitas enquanto ela traria o bolo. Eu pedi a ela um achocolatado, pra mim, um achocolatado é essencial em um lanche da tarde.
Enquanto eu me deliciava com o lanchinho da vovó, o menino puxou uma cadeira e se sentou na minha frente.
- A gente já se conhece?
- Ah... acho que não. - respondi sem jeito
- Prazer, meu nome é Luca.
- O prazer é todo meu.
- E você? Como se chama?
- Camila.
- Luca, vem aqui me ajudar, por favor! - minha avó gritou da cozinha
- É um lindo nome. - ele se levantou da cadeira e foi correndo para a cozinha.
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